MIMARTE 2008: um olhar retrospectivo

O Festival de Teatro de Braga – Mimarte chegou ontem ao fim. Dez espectáculos, muito frio, riso, gargalhadas, cansaço e aborrecimento. Houve de tudo, desde o supra-sumo: Escola de Mulheres, interpretado pelo Teatro ao Largo, de Beja; ao mais absoluto tormento: Comédia do Verdadeiro Santo António, do Gefac.

Mas as maiores expectativas estavam mesmo guardadas para os dois últimos dias, onde seriam apresentadas As Bacantes de Eurípides e As Vespas de Aristófanes.

O Grupo ACUTEMA levou ao palco a peça de Eurípides. Mesmo não representada na língua espanhola, a peça valeu pela soberba representação do grupo espanhol.

O mesmo não se pode dizer d’As Vespas, interpretada pelo Grupo Thíasos do IEC da Universidade de Coimbra. Apesar do notório amadorismo dos actores, o maior problema prendeu-se com a adaptação da comédia aos tempos modernos. Estar, por exemplo, a chamar “gajo” ou “fulano” repetidamente a um cão numa comédia grega não tem assim lá muita piada.

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